Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

Como no cinema

Um dia destes, farei como nos filmes e deixarei um bilhete com um convite a um estranho giro quando passar por ele ao sair do autocarro (que não uso) ou do café (que não bebo) ou da biblioteca (onde os estranhos são estranhos, mas não giros).

Um dia qualquer, entrarei num táxi de gabardina e óculos escuros postos e direi «siga aquele carro!». Só na esperança de que o taxista também tenha acalentado a ideia de um dia, finalmente, apanhar alguém que lho peça.

Um destes dias, bato à porta de alguém ensopada até aos ossos a pedir desculpa pela voz de um rádio que erguerei acima da minha cabeça com ambas as mãos (chatice os chineses fazerem rádios cada vez mais pequenos, mas não será isso que me demoverá).

17 postas de pescada:

Menino da Mamã disse...

Rachelet Cusack!

Rachelet disse...

Sempre tive um fraco pelos falsos feios, que posso eu dizer?

Aflito disse...

Aproveita e faz qualquer coisa mais nobre como salvar um bebé de um prédio em chamas (coisa relativamente comum no Porto) minutos antes de chegar os bombeiros e polícia! :|

Rachelet disse...

Não tenho quaisquer pretensões à nobreza, de espírito ou outra. E normalmente esses edifícios têm janados (adultos), bebés, nem por isso.

triss disse...

Se quiseres empresto-te um tijolo que a minha mãe tem lá em casa, mas olha que é pesado.

Rachelet disse...

Boa! Agora só tenho de arranjar alguém a quem fazer algo imperdoável, escolher uma música, gravá-la em cassete e esperar por um dia de chuva para pedir desculpa.

Jibóia Cega disse...

O que nao falta sao alternativas para músicas de desculpa.

Zé Carlos disse...

Qualquer dia... "falam falam, falam falam, mas não as vejo a fazer nada" :D

Acho que sim, que qualquer dia será certamente um bom dia para fazeres isso tudo :-)

Já agora, podes aparecer apenas para um café, dizes apenas que estavas a passar por perto, no cinema isso também acontece :-)

Rachelet disse...

Deixarei de «falar falar» quando se conjugarem os factores. Não depende só de mim.

Miss Battle disse...

é assim, para de escrever como se fosses eu! (observa o novo A.O.) :)

Não tens noção como eu quero um dia entrar num táxi e dizer "Siga aquele carro!" ou deixar o meu número (com caneta ou batom) num guardanapo de um estranho com óptimo ar. Parece completamente insano, pelo menos para os outros, mas eu tenho esse desejo. Tal e qual.

Rachelet disse...

Mas olha que escrever a batom não é nada fácil (e a culpa não é da qualidade do batom). Vai por mim, que já escrevi a batom a um estranho. Não é fácil.

Miss Battle disse...

E não era um batom qualquer!

Rachelet disse...

No dia seguinte, fui ao chinês comprar um batom para o efeito. É algo que vem sempre comigo. Mais depressa me esqueço do telemóvel ou dos óculos do que do batom «para fins didácticos».

Miss Battle disse...

Batom «para fins didácticos». Rachelet, és a maior.
Dito por outra Raquel. ;)

Rachelet disse...

Já vislumbro t-shirts a dizer "Rachels do it better".

Miss Battle disse...

A designer aqui pode tratar disso! :)

Rachelet disse...

Temos de arranjar uma Raquel contabilista/com jeito para projecções de mercado e estaremos prontas a conquistar o mundo. *inserir gargalhada megalómana*