Mais uma vez organizada pelo agente de viagens mais competente e
pónei que conheço, este ano a quinzena de férias anual teve por tema os paraísos da ex-União Soviética.
Durante duas semanas, conhecemos as capitais da Letónia, Lituânia, Bielorrússia, Ucrânia, Moldávia, Transnístria (vão ao Google, preguiçosos!) e explorámos parte da Polónia (com direito a um breve passeio off-topic por Paris no regresso).
Algumas impressões gerais:
Nas ruas. Há sempre gente nas ruas a passear ou a beber, independentemente da idade e condição, em parques ou nos centros, a qualquer hora. Passámos por sítios onde normalmente teríamos medo de sermos assaltados e nunca nos sentimos tão seguros. Aliás, o sítio onde senti mais medo de ser roubada foi em Paris.O povo. Não são de sorriso fácil, não respeitam uma fila, não nos seguram a porta e dão encontrões para os quais não pedem desculpa. Curiosamente, qualquer pessoa cede o lugar a um idoso no metro mais apinhado, são extremamente prestáveis e honestos e não são dados a incomodar os transeuntes.
Como foram privados de prestar culto religioso publicamente durante a longa ocupação soviética, vê-se muita gente nas igrejas (católicas e ortodoxas), por vezes, param numa a caminho do trabalho e apanham a missa que estiver a dar.
As modas. Os eslavos são, em geral, ou muito giros ou muito feios. O meio-termo parece ter ficado de fora, pelo menos do nosso itinerário.
As eslavas andam sempre de saltos altos (nada abaixo dos 10 cm) e parece haver por esses lados a moda de não pôr/tirar as capas das botas, de modo que só ouvimos "pic pic pic" na calçada. E quando usam uma minissaia… bom, digamos que se deixarem cair algo ao chão, é melhor que não se baixem para apanhar. Tudo isto parece incompatível com a tendência para o buço. Tanto se concentram nas unhas (muito compridas, com brilhos ou motivos de fantasia) que parecem não reparar na pilosidade supralabial.Comida. Borscht, borscht, borscht! Ao pequeno-almoço ou ao lanche, esta salada de beterraba e batata faz sucesso. Nós, por outro lado, ficámos fãs do Double Coffee, um franchise que seria, garanto-vos, um sucesso por cá. Encontrámo-lo logo em Riga, depois em Vilnius e em Kiev (diz-se que existe um em Minsk, mas não demos com ele).
Cultura e hábitos. Os polacos e os lituanos, à semelhança dos restantes países anfitriões deste périplo, dobram os programas estrangeiros. A particularidade daqueles é que usam apenas um locutor por programa. Em Cracóvia, adormecia a ver o CSI NY, em que a mesma voz servia para os diálogos de todas as personagens, desde o Mac à Lindsay.
Outro detalhe que nos fez alguma mossa, mas até deu jeito: parece que não se usam estores por estes lados, o que fez com que tenhamos acordado cedinho a maior parte das vezes.
União Europeia. Nos países que aderiram recentemente são visíveis os efeitos. As cidades estão aparentemente desenvolvidas, com infra-estruturas de nos fazer inveja (a nós, membros desde 1986). Apesar dos salários mais baixos, parecem ter maior qualidade de vida. Isso fez-nos ver como adoptar o Euro foi uma asneira descomunal.E pronto. Tal como vos avisei, durante os próximos dias, vou inundar-vos com imagens e impressões das minhas «férias de Verão». Considerem-no um interregno na parvoíce habitual... ou não!
5 postas de pescada:
Bem regressada sejas! Espero por essas fotos, e gostei da primeira. Gostava de ter o privilégio de ver o sr. Vladimir Ilyitch Ulianov tão de perto... I envy you!
Ui, levo uma overdose de estátuas, praças, pins, posters e demais visões dessa personagem! Prepara-te para uma, nomeadamente nos slideshows da Lituânia e da Bielorrússia.
Oba!
Bom, já estou ansiosa pelo relato mais detalhado!
E ainda conseguiste meter Paris nas férias? Que bom! Imagino que tenha sido rápido! Tiveste tempo para ver alguma coisa?
Bjs!
Di: bom, não muito, só mesmo a Notre Dame e parte do Quartier Latin. Depois tive de apanhar a «navette» para o aeroporto. Por sorte (ou azar, porque foi devido à interrupção da linha no metro para La Défense), calhou no percurso passar pelo Arco do Triunfo e ainda vislumbrei a Torre Eiffel.
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