A Toscana em poucas palavras? Monumentos lindos, pessoas bonitas, boa comida, sol e calor.
First stop: Pisa
Do lado oposto do rio Arno ainda se encontra um ou outro monumento digno de visita, como San Paolo a Ripa D'Arno ou Santa Maria della Spina, mas quem vem a Pisa quer é a Torre Inclinada.
Ora, a 15 euros para estar na fila ao sol (só entram grupos de 20-30 pessoas de cada vez) subir, tirar fotos e descer, achei que mais valia subir a Torre dos Clérigos (sempre é mais barata e tem mais degraus) e gastar 10 euros num bilhete que dá acesso a todos os outros monumentos e os museus na praça - e, isso sim, vale a pena.
Não consigo nem dizer quantas pessoas vi fazer aquela pose típica de quem finge empurrar ou segurar a torre - é consoante a personalidade e decerto já terão sido escritos vários estudos sobre o assunto. Confesso que também passei o meu bom quarto de hora a tentar fazê-lo, mas ou saía muito em cima ou muito atrás ou tremido ou escuro... Bah.
A cerca de uma hora de comboio fica Florença.
Aqui sim, anda-se e bem, mas a cada calhau em que se tropeça há campanários, leões de pedra e brasões.
Levei dois casacos e um chapéu-de-chuva que nunca saíram da mala e que de bom grado teria trocado por um pacote de pensos Hansaplast e umas sandálias ortopédicas daquelas feiosas que os turistas americanos usam (nisso são espertos).
Uma overdose de igrejas, museus, estátuas e palácios de tal modo que sinto que eu, os santinhos e as talhas douradas já somos tu-cá-tu-lá.
Sinto que andei a nadar nos livros de história sobre o Renascimento, tirei fotos à pilinha do David do Michelangelo, atravessei a PonteVecchio com os seus cadeados proibidos (promessas de amores eternos...), vi as roupas, loiças, pratas e jóias do Palácio Pitti e calcorreei os jardins Boboli até me entrar a paisagem toscana olhos adentro.
Paragem seguinte: Lucca, a cidade dentro de muralhas.
Não terá mais de 4 km de diâmetro, mas não há esquina sem capela, torre ou pracinha.
Na encantadora Lucca, toda a gente anda de bicicleta e passeia os cães (ao mesmo tempo, a maior parte das vezes), respira saúde e tem tudo limpinho. Percorri as seis portas da muralha, onde todos os nativos andam, correm, pedalam ou patinam a qualquer hora do dia. Não conheci ainda localidade que me transmitisse uma tal sensação de qualidade de vida. Menos infestada de turistas que Florença, come-se melhor por menos. Puccini não poderia ter nascido em melhor terra.
Tempo houve para uma breve passagem por Viareggio para nadar no Tirreno (15 euros por duas cadeiras e um guarda-sol, mas a praia, de facto, estava imaculada) e ver as fachadas Art Nouveau desta estância balnear do jet-set.
Depois disto, não me levem a mal se não quiser ver igrejas, estátuas e museus durante uns tempos. Mas uma bela pizza já vinha outra vez...













10 postas de pescada:
Hum, pelo que vejo os dias não foram de monotonia.
Belas vistas (e belas montagens fotográficas)!
(E porque é que não há mais estátuas de nus por estas bandas?)
Que saudades de Lucca! A minha bisavó quando decidiu sair de lá para emigrar para o Brasil deveria ter pensado duas vezes... Mas nem tudo é mau! Afinal de contas vivo em Portugal! Ena. Também fico com essa sensação, em Lucca, de que queli maledetti sano vivere veramente la dolce vita...
Formiguita: de facto, foram dias de muito andar a pé, porque é assim que se conhece verdadeiramente e encontra aqueles recantos especiais de uma cidade.
Quanto aos nus, acho que nos faltou um patrono poderoso e apreciador das belas-artes como a família Médicis. Tudo o que não fosse estátuas de santinhos não singrava entre as nossas beatas.
Pony: Lucca entrou directamente para a minha lista de cidades onde passar os meus anos de velhice.
Pony, pois eu agradeço à tua bisavó por ter emigrado para o Brasil, tal qual fizeram meus bisavós, que saíram do Vêneto e do Abruzzo. Não fossem eles, minha querida metrópole paulistana não seria o que é :)
Pois, eu também tirei uma dessas fotos de que falas, há alguns anos, em que tento segurar a torre de Pisa. Ficou gira, é verdade, mas já precisa de ser actualizada!
Pronto, agora estou mesmo com vontade de voltar a ver Itália, e de ver tudo o que ainda não vi! A culpa é tua! :b
Bela viagem!!! Um amigo meu diz que as melhores pizzas que comeu até hoje foram em Florença...confere?
Miaus!
Ibirá: além de que, tivessem vocês ficado em Abruzzo, hoje estariam com alguns problemas bem sérios.
Di: terei de viver com esse peso na minha consciência. :P
Bxana: melhores são as pizzas e calzones de Lucca, sobretudo no restaurante Fuori di Piazza, numa esquina da Piazza Napoleone. Eu, que nem aprecio muito molho de tomate, até lambia os beiços.
Rachelet, pois é.
E eu já ouvi muito dizer que as pizzas de SP são as melhores do mundo. A julgar que 60% dos 11 milhões residentes somente na área municipal de São Paulo têm ascendência italiana, não é difícil de imaginar tal afirmação! :)
E dessa ascendência italiana, muita será do lado oeste, não?
Por que do lado oeste?... eu não sei ao certo, mas pelo que percebo poucos são das regiões de Lombardia e Liguria, mas do resto da Itália inteira temos representantes, da Calábria ao Vêneto, da Toscana ao Abruzzo... acredito que as maiores levas saíram do Vêneto, da Campania, e da Calábria, estas duas última com forte presença através de suas festas típicas, com muita tarantela. :)
Enviar um comentário